8 de Março: lembrar, resistir e transformar
O Dia Internacional da Mulher não deve ser apenas uma data de flores, mensagens prontas e homenagens superficiais. Ele existe, antes de tudo, como um lembrete incômodo e necessário: a igualdade de fato entre homens e mulheres ainda não foi alcançada. No Brasil contemporâneo, essa realidade se impõe de forma dolorosa. Em um país que registra milhares de denúncias de violência doméstica todos os anos e onde casos de feminicídio continuam a ocupar as manchetes, o 8 de março não pode ser reduzido a celebração, ele precisa ser também reflexão, denúncia e compromisso coletivo com a mudança. A violência contra a mulher assume muitas formas. Ela pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial ou simbólica. Além do mais, pode ocorrer dentro de casa, nas relações afetivas, no ambiente de trabalho, nas instituições ou nos espaços virtuais. Muitas vezes, ela se manifesta de maneira silenciosa, por meio de discursos que diminuem, culpabilizam ou deslegitimam as experiências femininas. Em ou...